OUTUBRO ROSA: 10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O CÂNCER DE MAMA – Ameron

OUTUBRO ROSA: 10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O CÂNCER DE MAMA

Inca prevê 66 mil novos casos de câncer de mama este ano. As mulheres mais vulneráveis são as principais vítimas
14 de outubro de 2020
COMUNICADO – DESCREDENCIAMENTO DE REDE CREDENCIADA
1 de dezembro de 2020

OUTUBRO ROSA: 10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O CÂNCER DE MAMA

No Outubro Rosa, mês dedicado à campanha de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, as mulheres costumam ser bombardeadas por informações, mas, por incrível que pareça, ainda há uma porção de mitos que se propagam por aí sobre a doença. Sabia que pílula anticoncepcional de baixa dosagem, desodorantes e até dormir ou não de sutiã não causa câncer? E que existe um período certo no mês pra fazer o autoexame?

1. 90% das mulheres com câncer de mama não têm histórico familiar

Essa é uma das informações mais chocantes: a maioria das mulheres que desenvolve esse tumor não tem ninguém na família com o mesmo problema. Esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Só em 2016, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) prevê 57.960 novos casos no Brasil.

2. Quem tem casos de câncer de mama na família deve redobrar o cuidado

Apenas 10% das mulheres que tiveram câncer de mama têm histórico familiar. Quando é preciso redobrar o cuidado? Principalmente quando as parentes mais próximas (avó, mãe, irmãs ou filhas), ou um ou mais parentes de primeiro grau já tiveram a doença, especialmente antes da menopausa. Nesse caso, é indicado começar o acompanhamento com mamografias dez anos antes da idade em que o câncer surgiu nas familiares. Assim, se sua mãe teve câncer de mama com 45 anos, aos 35 você já deve iniciar os exames mamográficos.

3. Mamografia é indicada a partir dos 40 anos (mas pode ser feita antes, em alguns casos).

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que estuda o tecido mamário: o mais preciso para detectar nódulos ainda não palpáveis (a partir de 0,5 cm!). Como a incidência de câncer é maior em mulheres com mais de 40 anos, a mamografia (que, sim, emite uma pequena dose de radiação nas mamas) é mais indicada anualmente, a partir dessa idade. Mas em casos de histórico familiar, é possível pedir antes. Se você não está nessa faixa etária, saiba que é importante fazer exames clínicos (nos quais o médico apalpa as mamas) e o autoexame mensal.

4. O autoexame pode sim salvar a sua vida!

Depois da polêmica sobre a eficácia do autoexame das mamas, os médicos voltam a incentivar o método como hábito de conhecimento corporal, que deve ser feito desde a adolescência. Explicamos: correntes defendem que nós, leigas, só conseguimos detectar no autoexame os tumores em estágios muito avançados. Isso porque a mamografia detecta nódulos a partir de 0,5 cm; os exames clínicos (com apalpação médica), a partir de 1 cm; e o autoexame detectaria nódulos a partir de 2 cm. No entanto, até 2 cm, o tumor ainda está num estágio menos agressivo. Assim, se a gente tem o hábito de apalpar as mamas desde sempre, fica mais fácil perceber qualquer alteração, por mais sutil que seja. Por isso é importante aliar o autoexame mensal com a mamografia ou outros exames clínicos anuais, ok?

5. Existe um período certo pra realizar o autoexame

O autoexame (autopalpação ou toque das mamas) deve ser feito uma vez por mês, logo após a menstruação (entre o terceiro e o décimo dia), assim que as mamas desincharem. Para as mulheres que não menstruam mais, o autoexame pode ser feito num mesmo dia de cada mês, tipo todo dia 1º.

6. Tumores pequenos não causam sintomas

Câncer de mama é uma doença bem traiçoeira, pois em seus estágios iniciais (quando há mais chance de cura), ele não apresenta sintomas (por isso a importância da mamografia). Já os tumores um pouco maiores podem ou não causar alterações visuais nas mamas. Assim, durante o autoexame, fique atenta a nódulos palpáveis (caroços), secreção sanguinolenta pelos mamilos, alterações (ínguas) nas axilas, pele áspera e ondulações (aspecto de casca de laranja, tipo celulite), deformações ou alterações no formato das mamas, abaulamentos ou retrações e feridas ao redor do mamilo. Mas lembre-se: achar algum desses sinais não significa que você tenha câncer, porque existem outras alterações e nódulos benignos. Procure seu ginecologista!

7. Pílulas anticoncepcionais não aumentam o risco do câncer de mama

Diferentemente das pílulas anticoncepcionais comercializadas nos anos 70, 80 e 90, as pílulas de hoje têm uma dosagem hormonal baixa, e estudo recentes não apontam aumento do risco de câncer de mama em mulheres que tomam anticoncepcionais hormonais.

8. Dormir de sutiã e usar antitranspirantes não causam câncer de mama

Existe uma história de que a pele dos seios precisa “respirar” e, portanto, dormir de sutiã supostamente aumentaria o risco de câncer de mama. Mito! E segundo parecer técnico divulgado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não existe até o momento dados significativos na literatura científica que relacionem os sais de alumínio presentes na fórmula dos antitranspirantes com a incidência da doença.

9. Não ter filhos é um fator de risco

Ter filhos faz o corpo da mulher dar uma pausa hormonal (principalmente no estrógeno, que é “alimento” para o câncer). E, ao amamentar, as células mamárias produzem leite e se multiplicam menos, o que reduz o risco do desenvolvimento de tumores. Ter muitos filhos, portanto, seria ótimo para prevenir câncer de mama… Outros fatores de risco são: ter casos de câncer de mama na família, menstruação precoce (antes dos 12 anos) e menopausa tardia (depois dos 52), obesidade, alimentação inadequada, tabagismo e faixa etária elevada.

10. O câncer de mama tem 90% de chances de cura se diagnosticado precocemente

“A prevenção ao câncer de mama passa por controle de peso, alimentação saudável, mas também por fatores complicados na vida moderna como ter muitos filhos e diminuir ao máximo o estresse. Assim, o importante é o diagnóstico precoce, pois se descoberta nos primeiros estágios, a doença tem mais de 90% de chances de cura.”
Acontece que, no Brasil, 50% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em estágio avançado, nos quais as chances de cura caem para 65%.

Por isso, bora fazer o autoexame e marcar ginecologista anualmente?

 

Fonte: Revista Glamour (https://revistaglamour.globo.com/)

 

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